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Segunda-feira, Outubro 17, 2005
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A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor,
o que já é um pacote louvável,
mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre:
queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro?
Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor?
Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar,
dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno:
queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados,
queremos ser surpreendidos por declarações e presentes
inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo,
queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim
e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais,
feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo,
principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção.
Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando.
Apenas o suficiente para se sentir seguro,
mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco,
é com este pouco que vai tentar segurar a onda,
buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor,
um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas,
trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo
onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples,
você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes,
que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo,
mas não felicidade.
Beijinhos
Boa semana!!!
ROSELI BLITZKOW DE SOUZA | 5:16 PM | :
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Quarta-feira, Outubro 05, 2005
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É tão bom namorar!
Namorar é a forma bonita de viver um amor.
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração
as vontades saborosas do outro.
Namora, quem se embeleza em
estado do amor.
Namora, quem fala da infância e
da fazenda das férias, quem aguarda com aflição,
o telefone tocar e dá um salto
para atendê-lo antes mesmo do primeiro trim.
Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora,
quem comemora datas que o outro esqueceu.
Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem,
de rio gelado e de parque de diversões.
Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor
e quem morre vivendo de amar.
*Artur da Távola*
Low
ROSELI BLITZKOW DE SOUZA | 5:07 PM | :
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Segunda-feira, Outubro 03, 2005
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Busque o equilíbrio
Pense no quanto você aprendeu com algum desequilíbrio que tenha vivido...
Temos, por hábito, acreditar que os desequilíbrios, que os tropeços que muitas vezes na vida, nos conduzem a um fracasso!
Se refletirmos um pouco, veremos que a fome é um sinal de desequilíbrio, é a manifestação do organismo dizendo que é preciso comer!
A sensação de frio é a manifestação do corpo em desequilíbrio, dizendo que o calor que ele é capaz de gerar, não é suficiente para nos aquecer!
A sede indica que há um desequilíbrio, pois o líquido existente no corpo não é o bastante, naquele instante, para o bom funcionamento dos órgãos.
E o que dizer do andar?
A gente se equilibra sobre as duas pernas, mas a locomoção só acontece através do desequilíbrio das passadas das pernas.
Vemos, assim, que a vida se manifesta numa sucessão de instantes de desequilíbrios, que acontecem para nos equilibrar de novo!
Por que, então, fazermos dos eventuais insucessos um fracasso definitivo?
Por que transformarmos uma iniciativa que não deu certo, em falta de ânimo para prosseguir?
Haverá alguém que nunca tenha errado?
A história registra a saga de alguns grandes vencedores que, inicialmente, experimentaram o sabor da derrota mas que, buscando dentro de si, encontraram forças para superar as próprias limitações.
Se nos pântanos e entre as pedras nascem flores, podemos, nos meio da crise, assimilar lições, mudando o foco dos nossos planos!
Acredite: tudo na vida contribui para a nossa evolução.
Muitas vezes, os problemas não são tão grandes e complexos. É só o jeito de encarar...
O nosso olhar é que precisa ser modificado.
E mudar a maneira de enxergar as coisas também causa um certo desequilíbrio.
Os desequilíbrios podem ser encarados como mediadores de uma nova situação.
Por isso, iluminemos-nos a cada desequilíbrio.
E, lembre-se: não há nenhuma árvore que o vento não tenha sacudido.
pense nisto
ROSELI BLITZKOW DE SOUZA | 3:48 PM | :
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