Sábado, Fevereiro 25, 2006


O valor das pequenas coisas

Aprenda a escutar a voz das coisas,

dos fatos,
e você verá como tudo fala,

como tudo se comunica contigo...

Em cada indelicadeza,

assassino um pouco aqueles que me amam...

Em cada desatenção,

não sou nem educado, nem cristão...

Em cada olhar de desprezo,

alguém termina magoado...

Em cada gesto de impaciência,
dou uma bofetada invisível ,

nos que convivem comigo...

Em cada perdão que eu nego,

vai um pedaço do meu egoísmo...

Em cada ressentimento,

revelo meu amor-próprio ferido...

Em cada palavra áspera que digo,

perco alguns pontos no céu...

Em cada omissão que pratico,

rasgo uma folha do evangelho...

Em cada esmola que eu nego,

um pobre se afasta mais triste...

Em cada oração que não faço,

eu peco...

Em cada juízo maldoso,

meu lado mesquinho se revela...

Em cada fofoca que faço,

eu peco contra o silêncio...

Em cada pranto que enxugo,

eu torno alguém mais feliz...

Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida...

Em cada sorriso que espalho,

eu planto alguma esperança...

Em cada espinho que finco,

machuco algum coração...

Em cada espinho que arranco,

alguém beijará minha mão...

Em cada rosa que oferto,

os anjos dizem: "Amém"...

(Roque Schneider)
Beijinhos Low

ROSELI BLITZKOW DE SOUZA | 6:25 PM | :

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006



Exercício Mental

O atleta começa o treino com um alongamento, depois faz um aquecimento, para
então alcançar o estado de alta performance.
Da mesma forma, se você quiser treinar a mente, convide-a para um exercício de 3
etapas:
(1) interiorizar,
(2) desprender e
(3) conectar.
A primeira é olhar para dentro e encontrar seu estado de serenidade.
A segunda é levar a consciência para o alto, ir além dos barulhos e confusões
externas.
A terceira é sentir a proximidade com a Fonte de energia mais pura que existe.

Brahma Kumaris



ROSELI BLITZKOW DE SOUZA | 8:22 AM | :

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006


Era Diferente



Era o ano de 1965 ou 1966, mais ou menos.

Eu tinha meus 17 pra 18 anos e meus amigos também. Éramos todos jovens, com um mundo misterioso pela frente.

Tudo era novo. Cada dia uma nova descoberta.

Íamos ao "ginásio" à noite onde nos víamos todo dia.

Era um tal de conta isso, conta aquilo, pra esse, pr'aquele;

Não havia tempo pra tristeza, mesmo com nossos pais não entendendo nada do que estávamos vivendo.

A gente sonhava acordado.

E de vez em quando nos pegavam sorrindo lá e cá, sem entender exatamente o que estava acontecendo.

Íamos ao trabalho e lá também, só jovens.

Jovens puros, diria até inocentes, e isso fazia com que aquelas horas eram fantásticas, pois eram brincadeiras o dia todo, fazendo o tempo urgir...

Tabus pra cima, pra baixo, proibindo isso, aquilo......

Quase todo sábado, aqueles bailinhos da comissão de formatura na casa de uma das meninas da classe pra arrecadar fundos.... Que arrecadar fundos que nada; queríamos é estar todos juntos lá, tomando um ponche, ou uma cuba-libre, olhando as meninas e se esforçando para também ser visto

Os meninos vestiam suas camisas de ¿volta ao mundo" ou de ¿fio de escócia¿ com umas calças de ¿nycron¿ e iam pro bailinho encontrar com as meninas que estavam de blusinhas de "ban-lon", saias ¿plissadas¿ e meias soquete.....

Rolava um rock-and-roll agitado e nem todos dançavam pois alguns não sabiam direito dançar soltinho, mas quando tocava um Ray Conniff, um Peppino di Capri, um Platters, uma lenta dos Beatles ou um Started a Joke, dos Bee Gees, você olhava no salão e não via ninguém parado.

Tava todo mundo dançando coladinho, à meia luz;

Até aqueles que não sabiam dançar procuravam rapidinho e arrumavam um par pois não dava para ficar parado.

Uns dançavam mais rapidinhos, outros paradinhos, olhos brilhando, até terminar aquela ¿seleção¿.

Ninguém ficava sem par.

E quantas confidências trocadas, quantos amores surgiram, quantos pares se acharam e seguiram juntos pela vida afora, enfrentando os desafios e dificuldades que surgem na vida de todos nós......

É só uma curta fase de nossa vida, que todos tivemos.

Uns curtiram e aproveitaram mais que outros, mas todos vivemos intensamente.

E hoje, após algum tempo, quando juntos escutamos alguma daquelas canções, um olha pro outro, mesmo de longe, dando uma piscada.

Um sinal, de que tudo aquilo que cercava aquele clima, continua vivo.

Nem sempre com a mesma intensidade, mas com o mesmo propósito.

E quando alguém que pela mão do destino não mais está junto ouve as mesmas canções, bate pesado uma saudade, e brota lá do fundo um sorrisinho maroto mostrando que elas fizeram parte e marcaram pra sempre uma vida, uma época que quem a viveu, viveu, quem não a viveu nunca entenderá, pois não se consegue contar com palavras, não se consegue reproduzir o clima...era diferente.

Graças a Deus por ter nos escolhido pra viver essa época...

Antonio Dimas Bussadori
beijinhos carinhosos

ROSELI BLITZKOW DE SOUZA | 4:23 PM | :






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